quinta-feira, 14 de março de 2013

sempre talvez?

[him]

recordo tudo. recordo todos os momentos que passamos juntos, todos eles bons. lembro a primeira vez que te vi como se tivesse sido ontem. lembro cada detalhe, cada conversa, cada bebida de sábado à noite, cada abraço, cada olhar. lembro-me de ti, lembro-me do sentimento que nutri por ti, lembro-me do quanto a tua personalidade (não apenas a tua excelente aparência, a qual sempre apreciei particularmente) me cativou. e o engraçado é que isto continua a acontecer. o teu sorriso causa danos no meu coração, e não sei se alguma vez isto deixará de acontecer. é certo, acabou, não resta nada, nem um pouco de sentimento, nem um pouco de amizade, nem um pouco de nada. simplesmente nada. restam apenas cinzas de algo que um dia foi, de facto, uma chama acesa. sabes? gostava que, ao menos, voltasse a ser uma pequena porção do que algum dia foi. ou será que estou e sempre estive total e completamente enganada, e que nunca nada foi real? não, não vou acreditar nisso. no meu coração, sempre foi real, e bem real. mas mesmo que tenha sido, eu deveria ter seguido em frente, eu devia ter percebido que já não restava mais nada, que tudo o que nós tínhamos era, naquele momento, passado, tal como agora. mas não, eu continuo muito presa a ti, muito presa ao teu sorriso, muito presa ao que dizes, ao que fazes. continuo a preocupar-me contigo, continuo a adorar tudo o que tu és. e é realmente doloroso estar contigo e não estar, ver-te e não reparar, estar perto de ti mas sentir que estamos em dois mundos separados. 


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