quinta-feira, 23 de maio de 2013

random

desisti. cansei de todos os esquemas que não entendo, cansei de todos os avanços e recuos, cansei de apenas ficar magoada com quase tudo o que fazes. chega! o quão rídicula seria eu se continuasse a lutar por algo que não existe? o quão rídiculo é sequer pensar que entre nós haverá alguma coisa que não um enorme fosso, um fosso que se agudiza, porque de ti quero agora apenas distância. sim, vou mesmo distanciar-me de tudo o que te diz respeito. situações dramáticas pedem soluções drásticas. e assim será! não estou mimamente preocupada. aliás, muito pelo contrário, sinto-me livre de um peso enorme que carregava comigo á tanto tempo. sinto-me despreocupada. algo melhor? penso que não. só o facto de isto simbolizar um ponto de viragem, porque a partir daqui serei mesmo uma pessoa da qual me orgulho. isso sim, sem dúvida importante. mais do que tu. 
sei bem que seria bastante estúpido não reconhecer que te amei, porque amei sim, mas na minha vida, agora, não tenho tempo a desperdiçar com coisas que simplesmente não existem. estou demasiado pragmática agora, as coisas são simples assim, futuro nós não temos e eu estou farta de sofrer. por isso, não vou lamentar-me sequer, simplesmente vou recuperar o tempo que perdi contigo e investi-lo todo em mim. porque tudo ao meu redor está a ruir, muitas pessoas me estão a deixar mal.. mas estão a aparecer outras que posso afirmar com alguma certeza, não me irão deixar ficar mal. por esta razão, a partir de hoje, concentro-me nelas e em mim. e tu? 
tu não foste só uma página, ou um capítulo da minha vida. foste um livro completo. e hoje, ateio-lhe fogo. ateio fogo ás memórias, ás magoas, a ti. everything between us, that din't exist but I thought so, is now completely over. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

memórias

vivemos de memórias. as memórias aumentam a saudade, magoam por vezes, mas nem sempre é assim. por vezes fazem-nos rir, fazem-nos recordar momentos em que fomos verdadeiramente felizes, sem sabermos que um dia esses momentos iriam ser apenas memórias e seriam irrepetíveis. sim, porque nós somos feitos de memórias, o que somos hoje reflete o que fomos e os momentos nos quais estivemos presentes. na verdade, gostaria de poder voltar. quem não gostaria de poder voltar aos momentos em que era feliz? 
mas cada vez mais, torna-se complicado ser feliz. os sonhos escorregam por entre os nossos dedos, magoamos os outros, somos magoados, passamos por perdas, amigos não estão lá quando precisamos. mas isso não significa que devemos desistir. muito pelo contrário, devemos lutar. lutar pelos nossos sonhos. e devemos ter sempre presente que os problemas só têm a importância que nós lhes damos. porque dentro de uns anos, nós iremo-nos rir de algo que outrora nos fez chorar. é claro que há imensas coisas que nos afectam agora, mas toda a dor é passageira e tudo irá ficar bem. 
mas quanto a ti, eu sinto muito que este tenha sido o ponto onde chegámos. outrora amigos (ou talvez não, talvez apenas um engano total), agora nada. mas aceito isso. aceito isso porque sei que errei, mas na altura pensava que o que fiz estava certo. mas também não sinto que, pelo facto de ter agido mal, sou totalmente responsável pela situação em que nos encontramos. sei que tal não é assim. sei que as coisas podiam ter sido completamente diferentes. mas também não irei fazer nada para que tal aconteça ainda, simplesmente porque acho que não valerá a pena. e porque tenho medo. sim, tenho medo. tenho medo de por em causa tanta coisa por algo que pode ser apenas uma suposição minha. não, neste caso, não irei arriscar. dê por onde der, eu irei ignorar tudo, e irei seguir em frente de uma vez por todas. irei ter sempre consciência de que te amei, e que tu foste um marco importante na minha vida. mas também espero conseguir ser sempre racional e saber sempre que nós não temos qualquer tipo de futuro comum. apenas se tu começares a agir efectivamente demonstrando o que queres, aí sim, eu poderei reconsiderar. mas até lá, agirei como se não fosse nada, como se não me importasse minimamente, como se já não sentisse nada.
mas tu, serás sempre tu. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

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questiono-me se é legítimo sequer eu estar assim, tão pior que um farrapo. mais, será sequer possível todo este sofrimento se dever apenas a ti? mas tal não importa. não importa porque apenas me preocupa o facto de assim estar á tanto tempo, e não conseguir pensar em qualquer tipo de solução. 
a verdade é que no último mês, tenho consecutivamente agido para com os outros como se tudo estivesse bem, como se estivesse feliz. mas tal é completamente errado, não estou de todo. tornou-se parte da minha rotina diária lacrimejar ao final do dia, quando estou eu, apenas eu, e tu no meu pensamento. tu no meu pensamento, isso sempre. sempre como elemento presente no meu dia a dia. talvez seja por isso que dói tanto. não conseguir abstrair-me disto. sentir que tudo o que fazes mexe comigo. 
sabes? acho que pior a tua ausência, é a tua indiferença. sinto que nunca fui nada para ti, que continuo sem o ser. e resta a magoa de saber que tu continuas a ser muito importante para mim, apesar de me teres magoado muito, apesar de tal ter sido involutário. 
talvez seja isso. estes paradoxos frequentes, de tu me teres magoado tanto, mas de eu saber que não o fizeste propositadamente, mas lá está também a tua indiferença. mas não sei se alguma vez vou perceber isto, porque apesar de ter saido apenas magoada, eu amei-te muito, muito mesmo, e isso não vai embora assim.
tu és sinómino de confusão, porque não entendo, não entendo nada. não entendo como isto foi o que restou, e o porquê de determinadas atitudes tuas. é um facto que é complicado para mim passar tanto tempo contigo e nem sequer existir qualquer tipo de contacto entre nós. nós não falamos, não.. sei lá, não nada. nada. é isso que somos. nada. sou eu, mesmo sabendo que não faz sentido nenhum eu estar presa a alguém que é completamente indiferente a mim, e sabendo que não há hipóteses de isto algum dia dar certo, a continuar a chorar, a continuar a sofrer. não há uma ponta de sentido nisto tudo, e não sei mesmo o que fazer a respeito de tal questão tão delicada.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

endless

apercebo-me agora de que sempre soube que tu farias parte de mim. 
muito tempo passou, a magoa aliviou, o sofrimento adormeceu, tu foste embora. habituei-me á tua ausência. aí, sabia o efeito do teu sorriso em mim, sabia o quanto a tua presença me afectava e o quanto me magoava ver-te com outra pessoa. 
sei agora que o que eu senti por ti não senti por mais ninguém, nem sentirei. aquele tipo de amor só se sente uma vez. e eu senti-o contigo. é por isso que o teu sorriso ainda mexe comigo. nem de perto nem de longe te sou indiferente. nunca fui, nunca serei. 
isto é verdadeiramente complicado. nós nunca estivemos juntos, nós não estamos juntos, nós não estaremos juntos. eu sei disso, sei que nós nunca estaremos juntos, que o que eu sempre idealizei para nós não se realizará. sei que a tua indiferença face a mim é monstruosa, que por mim tu não sentes nada, nem sentiste, nem sentirás. 
eu só não consigo mais é pensar em ti, pensar ainda que te perdi, pensar que nunca te tive da forma que queria. não consegui que fosses para mim o que eu queria que tivesses sido. mas passado é passado, e todo esse sofrimento devia ter ido embora.
mas não. não, de todo. tu estás tão cravado em mim, não sei se algum dia conseguirei ultrapassar isto. hoje, ainda choro por o que sucedeu á mais de um ano e meio. hoje ainda choro por não te ter tido. hoje ainda choro por estar tão perto mas tão longe de ti. choro por te ver e não haver sequer uma troca de palavras. é tão estúpido! mas é o que sinto.. e o que sinto não se resume a isto, é uma imensidão de sentimentos, onde já não há amor, mas muita mágoa. mágoa essa que hoje, passados tantos meses, ainda me prende a ti. 
e tanto mudou nesse tempo. eu estou com outra pessoa e isso torna tudo isto mais complicado. porque eu estou com ele, mas a mágoa continua cá, tu continuas a ser uma causa de tamanho sofrimento! 
este sofrimento parece nunca, mas nunca, ter fim. e parece que vai durar para sempre. assemelha-se a algo eterno. só não sei quanto mais tempo aguento nesta situação. não sei se algum dia vou conseguir acabar com esta dor. sei que posso abstrair-me dela, mas agora não tenho condições para tal. estou um farrapo.. pior que isso, estou perdida. tu és o único que podes curar a dor que me causaste. como tu nunca o farás, ela persistirá para sempre. só não sei mais como aguentar, não sei mais como esperar muito mais tempo até que isto atenue sequer. sei que durante, pelo menos, os próximos dois meses, vai ser impossível que isso aconteça. eu não consigo, não consigo mesmo, não consigo olhar para ti e não ficar afectada pelo teu sorriso. 
só queria que parasse de doer.

terça-feira, 9 de abril de 2013

you

oh! há dias péssimos, em que só pensamos "porque me levantei hoje?". hoje foi um dia desses dias. uma noite horrível o antecedeu, discussões, pesadelos dolorosos! o dia foi igualmente mau. tudo foi cansaço. tudo me desgastou, tudo me magoou. dei demasiada importância a tudo, mas estava tão vulnerável. hoje senti-me fraca, debilitada, algo a que estou familiarizada, mas de qualquer forma, como se passa um dia destes? milhões de pensamentos a cruzarem a nossa mente ao mesmo tempo, demasiadas coisas para fazer para tão pouca vontade, cansaço, tanto cansaço. senti a cabeça a explodir. 

felizmente, tenho-te a ti. hoje senti-me totalmente protegida por ti, pela primeira vez. sei que não importa o que aconteça, és uma segurança. nunca me senti tão bem ao lado de alguém, nunca me senti tão protegida, tão amada, tão segura. foste sem dúvida a melhor coisa que me aconteceu. amo-te

sábado, 16 de março de 2013

done



o amor é susceptível a várias interpretações, cada pessoa, dona de si mesma, tem um abordagem diferente. e quando o assunto é relações, ainda mais susceptível é a questão. generalizando, hoje muitos criticam as relações que a sociedade desenvolve, por as mais variadas razões. partilho dessa opinião, mas há que pensar que o processo de generalizar não pode nem deve ser uma regra, isto porque se é tomada como regra, deixa-se de acreditar nas excepções (inevitavelmente). apesar de muitos afirmarem que "ainda há excepções á regra", no fundo nem acreditam em tal. mas por incrível que pareça, ainda as há, e manter a esperança é fundamental. 
mas eu prefiro algo diferente disto, como é evidente! amor para mim não é isto. nem um pouco disto. amor não são palavras, não é um 'amo-te'. nada disto é amor. chega de falas lamechas, pré concebidas e decoradas. amor são actos! é disso que o amor vive: de demonstrações, de momentos inesquecíveis..  amor é.. estar longe e querer estar perto, é pensar nisto, entrar num autocarro e ir, simplesmente, ter com a pessoa que amamos. nem sequer é estarem sempre juntos, porque tal torna-se rotineiro! amor é beijos, abraços. amor vive de pequenas coisas que fazem toda a diferença. é isso o amor, e quem não o sabe, não sabe amar. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

someday


eu sei que é errado. isto não devia estar a acontecer. eu sei que era suposto eu ter seguido em frente, era suposto eu nunca mais voltar a olhar para trás. mas tudo regressou. regressou o sentimento, abruptamente, sem pedir permissão para tal. regressou o encanto, o amor. torna-se complicado até explicar o que sinto, porque realmente é um misto de emoções, sentimentos confusos e desordenados, que destabilizam e enfraquecem o meu coração, tornando-o vulnerável, débil. por vezes, gostava de não lhe ser tão fiel. gostava de ser um pouco mais racional, mais razoável. talvez um pouco mais capaz de por de parte o que sinto. porque é verdadeiramente paradoxal, o que sei e o que sinto. sei, como disse, que é errado, que nada disto deveria estar a acontecer, que tu deverias ser assunto arrumado e inacabado. mas aí está o problema, não és. o que eu sinto por ti é avassalador, é algo inexplicável. por vezes, o que sentimos 'adormece', fica em stand-by, mas quando volta, volta com muita força. foi assim que aconteceu. foi assim que voltou tudo. mas não vou permitir (porque não posso) que o que sinto interfira no que sei. não sei se alguma vez este sentimento se irá verdadeiramente embora, mas vou adormecê-lo novamente. porque deixá-lo tal qual está é um risco que não vou aceitar, de forma alguma. não vou deixar de sentir, apenas esquecer que sinto. vou esquecer que isto tudo alguma vez aconteceu. será apenas uma vaga memória no meio de tantas outras. vou conseguir olhar para ti e não deixar que tudo o que vejo em ti transpareça. vou conseguir não demonstrar o efeito que o teu sorriso tem em mim, e não mostrar o orgulho e a admiração que sinto por ti cada vez que falo de ti. não há volta a dar. esta situação é um impasse por resolver, que provavelmente se irá estender pelo tempo. não sei se algum dia seremos algo novamente. não sei se alguma vez seremos o que outrora fomos. sei que tal é extremamente improvável, e que não posso deixar que o meu estado de espírito seja determinado por incertezas. sim, tu não passas de uma incerteza, de um assunto inacabado, mal resolvido. este impasse em que me encontro, no qual tu não te revês, parece-me dotado de eternidade. como se este impasse fosse perdurar. e efectivamente creio que tal irá mesmo acontecer. por isso, há que por um ponto de final nesta situação. um ponto final suspenso no ar, susceptível a alterações, visto que tudo é tão incerto quando o assunto somos 'nós'. sim, eu adoro-te, adoro-te mesmo, mas tenho que pelo menos tentar que esse sentimento permaneça inalterável nos recantos do meu coração. porque estou quase certa que o que sinto não irá mudar. mas sei, e estou certa, de que tenho que dar muito menos importância ao que sinto. assim me despeço, provavelmente temporariamente, porque quando toca a ti, nunca se sabe. 
o meu coração é teu.